“O ovo e a galinha”, em A legião estrangeira
Entrevista ao jornal O Globo, 29.04.1976
Sou filha e sou mãe. E tenho em mim o vírus de cruel violência e dulcíssimo amor.
Um sopro de vida
Carta a Murilo Rubião, Rio de Janeiro, 9.1.1974
Ele voltaria. Ele voltaria. Olhou em torno de si a manhã perfeita, respirando profundamente e sentindo, quase com orgulho, o coração bater cadenciado e cheio de vida. Um morno raio de sol envolveu-a. Riu. Ele voltaria, porque ela era a mais forte.
“Triunfo”, em Todos os contos
Capa da revista Pan, de 25 de maio de 1940, que traz em três páginas o conto “Triunfo”, primeira colaboração de Clarice na imprensa
Água viva
Clarice com o marido Maury Gurgel Valente
A paixão segundo G.H.
A paixão segundo G.H.
“O ovo e a galinha”, em A legião estrangeira
Platão, em O banquete (tradução de José Cavalcante de Souza):
Água viva
Quando eu era pequena, era muito reivindicadora de direitos da pessoa. Então, me diziam: ela vai ser advogada. Então isso me ficou na cabeça. E como não tinha orientação de espécie nenhuma sobre o que estudar, eu fui estudar advocacia.
“Depoimentos para a posteridade”, em entrevista concedida ao Museu da Imagem e do Som, 20.10.1976
Desde que me conheço o fato social teve em mim importância maior que qualquer outro: em Recife os mocambos foram a primeira verdade para mim. Muito antes de sentir “arte”, senti a beleza profunda da luta.
“Literatura e justiça”, em Todas as crônicas
Silviano Santiago, em “A política em Clarice Lispector”:
Yudith Rosenbaum, em “A ética na literatura: leitura de ‘Mineirinho’, de Clarice Lispector”:
Em entrevista ao jornalista Julio Lerner, no ano de sua morte, 1977, Lispector comenta o texto sobre Mineirinho, um dos que mais gostava. E acrescenta seu repúdio ao excesso de violência policial que envolveu o caso: "Uma bala bastava. O resto era vontade de matar". Talvez se possa dizer que é esse resto que move sua escrita, isso que excede a ordem da necessidade estrita e transborda os diques que nos contêm.